Ter um Pai ! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos !
Ter um Pai ! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra !
Ter um Pai ! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;
Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado !
Ter um Pai ! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher !
Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal !
Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto !
Ter um Pai ! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor !
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor !
FLORBELA ESPANCA
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ficai comigo, Senhor!

Ficai comigo, Senhor, porque é necessária a Tua presença para não Te ofender.
Tu sabes quão facilmente Te abandono.
Ficai comigo, Senhor, pois sou fraco e preciso da Tua força para não cair tantas vezes.
Ficai comigo, Senhor, porque Tu és a minha vida e sem Ti esmoreço no fervor.
Ficai comigo, Senhor, porque Tu és a minha luz e sem Ti permaneço nas trevas.
Ficai comigo, Senhor, para me dares a conhecer a Tua vontade.
Ficai comigo, Senhor, para que ouça a Tua voz e Te siga.
Ficai comigo, Senhor, pois desejo amar-Te muito e estar sempre na Tua companhia.
Ficai comigo, Senhor, se queres que Te seja fiel.
Ficai comigo, Senhor, pois embora a minha lama seja muito pobrezinha, deseja ser para Ti um lugar de consolação, um sacrário de amor.
Ficai comigo, Senhor, pois é tarde e o dia está a declinar, isto é: passa a vida, aproxima-se a morte, o juízo e a eternidade, e é necessário redobrar as minhas forças, para que não desfaleça no caminho, e, para tanto, preciso de Ti.
Faz-se tarde e avizinha-se a morte!....
Afligem-me as trevas, as tentações, as securas, as penas e as cruzes!
Tenho necessidade de Ti nesta noite de exílio.
Ficai comigo, Senhor, porque nesta noite dos perigos, preciso de Ti.
Que eu te conheça, Senhor, como os Teus discípulos ao partir do pão, isto é: que a união eucarística seja a luz que dissipe as minhas trevas, a forçam que me sustenta e a única felicidade do meu coração.
Ficai comigo, Senhor.
Não Te peço a Tua divina consolação, pois não a mereço, mas o Dom da Tua presença santíssima.
Oh! Sim, isso Te peço.
Ficai comigo, Senhor.
Só Te procuro a Ti, o Teu Amor, a Tua Graça, a Tua Vontade, o Teu Coração, o Teu Espírito, porque Te amo, e não Te peço outra recompensa além do aumento deste amor.
Amor sólido e prático.
Amar-Te de todo o coração na Terra, para continuar a amar-Te perfeitamente por toda a eternidade.
Padre Pio
4ª Domingo da Quaresma - O SOL

“É com a luz que também nos podemos orientar: quando temos luz podemos ver o caminho a seguir, acertar os nossos passos, afastar-nos ou contornarmos os obstáculos que encontramos.”
o sol foi o simbolo escolhido para a construção da árvore da vida.
O sol como sinal de luz, de um novo acordar.
O desafio de mudar, a capacidade de mudança.
O Sol ajuda as arvores a realizarem a fotossintense, sem isso não poderiam sobreviver e o a sol também nos ajuda a nós a iluminar o nosso caminho.
domingo, 14 de março de 2010
Via-Sacra da Catequese

A Via-sacra é o reviver e reflectir do percurso que Jesus percorreu até à morte, desde o pretório de Pilatos até ao monte Calvário.
É composta por catorze estações, cada uma das quais apresenta uma cena da Paixão, desde a condenação de Jesus à morte até à colocação do seu corpo morto no sepulcro. São catorze estações que nos ajudam a percorrer um caminho espiritual e a compreender melhor a pessoa de Jesus e o amor que teve por nós ao ponto de se deixar matar, sofrendo muito, para que todos nós aprendêssemos o que é verdadeiramente amar.
Durante este percurso Jesus sofre muito, carrega a cruz às costas, cai três vezes, fica sem as suas vestes, é pregado na cruz, morre e é sepultado.
Este sofrimento que Jesus teve e que aguentou com força e coragem, porque sabia que era a vontade de seu pai, mostra-nos um Jesus que partilha os sofrimentos dos homens, que quer transformar-nos em pessoas com corações cheios de bondade e preocupados com o sofrimento dos que nos rodeiam.
I Estação: Jesus é condenado à morte
II Estação: Jesus recebe a cruz aos ombros
III Estação: Jesus cai pela primeira vez
IV Estação: Jesus encontra sua Mãe
V Estação: Simão de Cirene leva a cruz de Jesus
VI Estação: Verónica limpa o rosto de Jesus
VII Estação: Jesus cai pela segunda vez
VIII Estação: Jesus admoesta as mulheres de Jerusalém
IX Estação: Jesus cai pela terceira vez
X Estação: Jesus é despojado das suas vestes e dão-lhe a beber vinagre e fel
XI Estação: Jesus é pregado na cruz
XII Estação: Jesus morre na cruz
XIII Estação: Jesus é descido da cruz e entregue a sua mãe
XIV Estação: O corpo de Jesus é sepultado
sexta-feira, 12 de março de 2010
Uma história próxima

Em 1984, os tenores Plácido Domingo e José Carreras, tiveram uma forte desavença política e, desde então, nunca mais se falaram.
Três anos depois, Carreras descobriu que sofria de leucemia. Então, se submeteu a um transplante de medula óssea, e viajou para os Estados Unidos, para fazer tratamento adequado. E viu sua fortuna, seu dinheiro acabando na tentativa de recuperar sua saúde.
Quase sem recursos, Carreras soube que havia em Madrid, na Espanha, a Fundação Hemosa, para recuperação de pessoas com leucemia.
Então, Carreras entrou em contato com a fundação, recebeu apoio, se curou e voltou a cantar. Graças aos seus cachês, conseguiu se reerguer e, decidiu doar parte de sua fortuna àquela fundação, onde se inscreveu como colaborador permanente.
Ao ler o contrato de adesão, Carreras descobriu que o presidente da fundação era Plácido Domingo. E soube mais ainda: que a instituição tinha sido criada para cuidar especialmente de um único doente: ele, José Carreras.
Plácido Domingo decidiu ficar no anonimato para não constranger o colega a aceitar a solidariedade de um inimigo.
Carreras, então, decidiu ir assistir uma apresentação de Plácido Domingo e voltou a Madrid. Antes de Plácido começar a cantar, Carreras subiu ao palco e ajoelhou-se aos pés dele e o agradeceu diante de milhares de pessoas.
Pouco tempo depois, Carreras inaugurou, em Barcelona, a Fundação Internacional José Carreras, para a luta contra a leucemia.
O presente devolvido

Perto de Tóquio vivia um grande samurai idoso que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.
Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Lauperene - Reflexões sobre a Pobreza e Exclusão social

O Lauperene na nossa Paróquia foi no passado Domingo, como já é costume, a Catequese dedica uma hora nesse dia á oração.O ano de 2010 é o Ano Europeu dedicado ao combate á pobreza e á Exclusão Social. É dentro deste âmbito social e, perante toda a realidade que nos envolve, não poderíamos ficar indiferentes. Assim sendo, dedicamos este dia á reflexão sobre a pobreza, sobre aquilo que é afinal ser pobre, ou até mesmo onde nos leva a pobreza… como podemos lutar? Onde podemos intervir? Que causas implica? Questionar os jovens e as nossas crianças para uma realidade que atormenta milhares de pessoas… mostrar que afinal ser pobre não é apenas não ter que comer ou vestir, perceber que afinal podemos não ter dinheiro mas somos ricos em amigos, em alegria e em amor, e isso um rico não pode comprar. Não será pior ser pobre de espírito do que ser pobre em bens materiais?
Afinal onde anda a pobreza? Ser pobre é vergonhoso? Que opções tinha Jesus contra a pobreza?
Parece um tema simples, mas quando aprofundamos emergem inúmeras interrogações. O conceito de pobreza alterou-se nos últimos tempos, a pobreza já começa a atingir todas as classes sociais. A riqueza está cada vez em menos mãos. O desemprego e a crise económica que atravessamos, não ajuda o desenvolvimento, pois nos dias que correm até mesmo os que trabalham não conseguem pagar as suas contas, sobrevivem com menos de 2 euros por dia. Então, não são apenas os desempregados que se encontram em situação de pobreza. O desemprego e a pobreza levam a uma consequente exclusão social… deixa-se de poder participar activamente na sociedade, deixar de poder possuir bens materiais que alguém rotulou serem fundamentais para se pertencer a um determinado status na sociedade.
Não é preciso ir longe… Quantas vezes nas escolas se formam grupos, onde determinam as All Stars, as Addidas ou Nike, as levis como imagem de marca? … É apenas um exemplo como nas pequenas gerações a exclusão começa por não se ter poder económico... é-nos quase exigido socialmente termos alguma coisa para pertencermos a um grupo. Não será tudo isto culpa da educação que recebemos? Porque nos preocupamos tanto em ter, ter e ter em vezes de nos preocuparmos em Ser?
Mas não será o conceito de pobreza uma construção social, daquilo que ouvimos na comunicação social sobre desenvolvimento e de globalização? Hoje em dia, há dados estatísticos que é preciso um país atingir para não ser considerado inferior aos outros. Não ter internet, não ter um curso superior, não possuir um certo número de carros por agregado familiar, não ter casa própria, já é motivo para ser excluído. Tudo gira em torno do dinheiro, claro que é importante… mas esquecemo-nos de viver e passamos a sobreviver. Será assim tão importante ir de carro ou ir a pé? Passamos os dias a queixarmo-nos, será que não era mais fácil agradecer o que temos e não perder tanto tempo á procura de sermos pessoas fúteis?
Se as preocupações forem voltadas para a construção de bens materiais, de possuir mesmo que não precisemos, ter porque alguém nos diz que é importante, realmente ficamos pobres, mas pobres de espírito. Alguém dizia que as melhores coisas que há na vida, não há dinheiro que as compre. Não se compra a felicidade, o amor, o perdão, a saúde, a união, confiança, solidariedade, a família… estes princípios têm-nos sido mostrado por Jesus, ele podia ter pouco mas tinhas muito que dar. A riqueza não se mede pela quantidade de coisas que possuímos mas pela quantidade de boas acção que vamos fazendo.
Precisamos de fazer uma revisão de vida, estarmos atentos ao que nos rodeia e perceber o que realmente é importante para nós. Porque não seguir a sugestão de Jesus?
3º Domingo da Quaresma - Água

“A água é sinal dos dons que Deus tem para nos dar, da vida que Ele nos quer oferecer.”
A Água foi o simbolo oferecido na passada Eucaristia, para a construção da Árvore da Vida. A árvore da vida para crescer forte e saudável precisa de água. Assim como nós na nossa vida diária temos necessidade "alimentar" as nossas relações sociais... para que não se quebrem. A água aparece também como purificação, sinal de amor, vida e ternura.
A Água foi o simbolo oferecido na passada Eucaristia, para construir a Árvore da Vida.
quinta-feira, 4 de março de 2010
A GRANDEZA DO MAR
Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.
Paulo Roberto Gaefke
(No livro "Quando é preciso Viver" página 29)
terça-feira, 2 de março de 2010
Datas de Março

5 de Março de 2010
- reunião de catequistas ás 21 horas
6 de Março de 2010
- Confissões
- 3º Domingo da Quaresma: Eucaristia do 6º Ano
7 de Março de 2010
- Sagrado Lausperene
13 de Março de 2010
18horas – Via - Sacra
4º Domingo da Quaresma – Eucaristia do 7º Ano
20 de Março de 2010
- 5º Domingo da Quaresma
- Festa do Pai-Nosso – 2º Ano
- Celebração do Dia do Pai
27 de Março de 2010
6º Domingo da quaresma – Domingo de Ramos
Dia Mundial da Juventude.
GASC - Campanha de Solidariedade

Para que possamos celebrar este tempo da quaresma e, tal como tínhamos anunciado na passada semana, está a decorrer uma campanha de recolha de bens para o GASC (Grupo de Acção Social Cristã). Uma das primeiras actividades levadas a cabo por este grupo, foi a criação de um banco alimentar que apoia mensalmente um número significativo de famílias. A par deste apoio mensal, o GASC começou a fazer igualmente, a distribuição de cabazes de Natal por todas as famílias carenciadas da nossa comunidade e freguesias vizinhas. Desde de Junho de 2003, o GASC conjuntamente com a Câmara Municipal de Barcelos foi responsável pelo desenvolvimento do projecto “Cooperar para Mudar”, inserido no Plano de Prevenção Primária das Toxicodependências de Barcelos. Em 2005 tornou-se uma IPSS e, com isso, aumentou as suas valências. São exemplo, o Centro de Apoio à Mulher que tem a finalidade de acolher temporariamente mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas ou não dos seus filhos menores; tem ainda um Gabinete de Apoio á Vitima em que é prestado apoio psicológico gratuito a vítimas de crimes; dispõem ainda de um refeitório social que tem como fim a melhoria da qualidade de vida dos seus destinatários: toxicodependentes, portadores de HIV/SIDA, alcoólicos. Imigrantes, emigrantes, sem-abrigo, minorias étnicas, bem como, famílias e indivíduos social e economicamente desfavorecidos. Tem ainda, um serviço Psico-social gabinete de atendimento e acompanhamento social á comunidade, um banco alimentar e, um serviço de atendimento descentralizado da Segurança Social a população toxicodependente do concelho de Barcelos.
Perante todo este vasto leque de apoios á comunidade do nosso concelho, mais razões temos para apoiarmos esta instituição.
2º Domingo da Quaresma - Troncos e ramos

“Ao encontrarmos Jesus sentimos Aquele que nos «puxa para cima», para crescermos cada dia, fortalecendo o tronco e os ramos da nossa vida com a ALEGRIA. Também a nós Ele nos diz: «Levantai-vos e não temais» (Mt 17, 7).”
Os simbolo escolhidos para a contrução da "Árvore da Vida" no domingo passado foram, o tronco e os ramos. Como o símbolo do crescimento, suporte, a importância da alegria na nossa vida, a relação de Jesus com o Pai e ainda as nossas relações sociais. Nós não somos nada isolados, não somos ilhas desertas. Aprendemos, crescemos e vivemos com ajuda dos nossos familiares, apartir dos exemplos que Jesus nos deixou e em interação constante com o outro. O tronco e os ramos vao ficando mais fortes á medida que crescemos e formamos a nossa personalidade.
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