
Em 1984, os tenores Plácido Domingo e José Carreras, tiveram uma forte desavença política e, desde então, nunca mais se falaram.
Três anos depois, Carreras descobriu que sofria de leucemia. Então, se submeteu a um transplante de medula óssea, e viajou para os Estados Unidos, para fazer tratamento adequado. E viu sua fortuna, seu dinheiro acabando na tentativa de recuperar sua saúde.
Quase sem recursos, Carreras soube que havia em Madrid, na Espanha, a Fundação Hemosa, para recuperação de pessoas com leucemia.
Então, Carreras entrou em contato com a fundação, recebeu apoio, se curou e voltou a cantar. Graças aos seus cachês, conseguiu se reerguer e, decidiu doar parte de sua fortuna àquela fundação, onde se inscreveu como colaborador permanente.
Ao ler o contrato de adesão, Carreras descobriu que o presidente da fundação era Plácido Domingo. E soube mais ainda: que a instituição tinha sido criada para cuidar especialmente de um único doente: ele, José Carreras.
Plácido Domingo decidiu ficar no anonimato para não constranger o colega a aceitar a solidariedade de um inimigo.
Carreras, então, decidiu ir assistir uma apresentação de Plácido Domingo e voltou a Madrid. Antes de Plácido começar a cantar, Carreras subiu ao palco e ajoelhou-se aos pés dele e o agradeceu diante de milhares de pessoas.
Pouco tempo depois, Carreras inaugurou, em Barcelona, a Fundação Internacional José Carreras, para a luta contra a leucemia.
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