
O Lauperene na nossa Paróquia foi no passado Domingo, como já é costume, a Catequese dedica uma hora nesse dia á oração.O ano de 2010 é o Ano Europeu dedicado ao combate á pobreza e á Exclusão Social. É dentro deste âmbito social e, perante toda a realidade que nos envolve, não poderíamos ficar indiferentes. Assim sendo, dedicamos este dia á reflexão sobre a pobreza, sobre aquilo que é afinal ser pobre, ou até mesmo onde nos leva a pobreza… como podemos lutar? Onde podemos intervir? Que causas implica? Questionar os jovens e as nossas crianças para uma realidade que atormenta milhares de pessoas… mostrar que afinal ser pobre não é apenas não ter que comer ou vestir, perceber que afinal podemos não ter dinheiro mas somos ricos em amigos, em alegria e em amor, e isso um rico não pode comprar. Não será pior ser pobre de espírito do que ser pobre em bens materiais?
Afinal onde anda a pobreza? Ser pobre é vergonhoso? Que opções tinha Jesus contra a pobreza?
Parece um tema simples, mas quando aprofundamos emergem inúmeras interrogações. O conceito de pobreza alterou-se nos últimos tempos, a pobreza já começa a atingir todas as classes sociais. A riqueza está cada vez em menos mãos. O desemprego e a crise económica que atravessamos, não ajuda o desenvolvimento, pois nos dias que correm até mesmo os que trabalham não conseguem pagar as suas contas, sobrevivem com menos de 2 euros por dia. Então, não são apenas os desempregados que se encontram em situação de pobreza. O desemprego e a pobreza levam a uma consequente exclusão social… deixa-se de poder participar activamente na sociedade, deixar de poder possuir bens materiais que alguém rotulou serem fundamentais para se pertencer a um determinado status na sociedade.
Não é preciso ir longe… Quantas vezes nas escolas se formam grupos, onde determinam as All Stars, as Addidas ou Nike, as levis como imagem de marca? … É apenas um exemplo como nas pequenas gerações a exclusão começa por não se ter poder económico... é-nos quase exigido socialmente termos alguma coisa para pertencermos a um grupo. Não será tudo isto culpa da educação que recebemos? Porque nos preocupamos tanto em ter, ter e ter em vezes de nos preocuparmos em Ser?
Mas não será o conceito de pobreza uma construção social, daquilo que ouvimos na comunicação social sobre desenvolvimento e de globalização? Hoje em dia, há dados estatísticos que é preciso um país atingir para não ser considerado inferior aos outros. Não ter internet, não ter um curso superior, não possuir um certo número de carros por agregado familiar, não ter casa própria, já é motivo para ser excluído. Tudo gira em torno do dinheiro, claro que é importante… mas esquecemo-nos de viver e passamos a sobreviver. Será assim tão importante ir de carro ou ir a pé? Passamos os dias a queixarmo-nos, será que não era mais fácil agradecer o que temos e não perder tanto tempo á procura de sermos pessoas fúteis?
Se as preocupações forem voltadas para a construção de bens materiais, de possuir mesmo que não precisemos, ter porque alguém nos diz que é importante, realmente ficamos pobres, mas pobres de espírito. Alguém dizia que as melhores coisas que há na vida, não há dinheiro que as compre. Não se compra a felicidade, o amor, o perdão, a saúde, a união, confiança, solidariedade, a família… estes princípios têm-nos sido mostrado por Jesus, ele podia ter pouco mas tinhas muito que dar. A riqueza não se mede pela quantidade de coisas que possuímos mas pela quantidade de boas acção que vamos fazendo.
Precisamos de fazer uma revisão de vida, estarmos atentos ao que nos rodeia e perceber o que realmente é importante para nós. Porque não seguir a sugestão de Jesus?
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